Representação em Épura
 

  A representação em épura das superfícies de revolução está diretamente associada ao processo de geração destas superfícies. Em geral, tem-se um linha geratriz e o eixo em suas projeções. As projeções da superfície construídas determinando-se a trajetória dos pontos da geratriz em torno do eixo nas projeções onde a superfície deve ser representada. A seguir serão descritos os passos para a representação de uma superfície de revolução genérica.  
   
  1. Sejam a linha geratriz g e o eixo e. Para efeitos de simplificação, considerar o eixo e normal a um dos planos de projeção e, conseqüentemente, paralelo a outro.
  2. Tomar os seguintes pontos da geratriz:
    • Extremidades de g;
    • Pontos cujas tangentes são paralelas ao eixo (golas e equadores);
  3. Para cada ponto, traçar uma circunferência com centro na acumulação do eixo e raio igual a distância do ponto ao eixo.
  4. Na projeção onde o eixo está em VG, traçar a projeção acumulada do círculo. Esta projeção é um segmento de comprimento igual ao diâmetro do círculo e normal ao eixo. Como o círculo é a trajetória do ponto, todas as suas projeções devem conter as projeções do ponto. Portanto, a projeção acumulada do círculo deve cortar a geratriz no ponto em estudo.
  5. apropriado à precisão desejada e repetir os passos 3 e 4.
  6. Depois de realizar os passos 3 e 4 para todos os pontos escolhidos, traçar o meridiano principal e completar, se necessário, o contorno aparente nas projeções da superfície. Nesta etapa deve-se cuidar a visibilidade, principalmente das linhas reais.

  O número de pontos cujas trajetórias devem ser representadas, depende do grau de precisão exigido na representação.
A representação em épura das superfícies de revolução é composta, principalmente, pelas linhas principais das mesmas (equador, gola, meridianos principais), que geralmente limitam as suas projeções, determinando o seu contorno aparente. São representadas linhas visíveis e invisíveis. As linhas reais (que realmente aparecem na superfície real, ex.: equador, gola e meridiano principal em VG) devem ter maior espessura que as linhas de construção (paralelos intermediários em VG e paralelos acumulados que não pertençam ao contorno da projeção).

Se o eixo da superfície for paralelo a um dos planos de projeção, o contorno aparente da superfície, neste plano de projeção, contém, necessariamente, o meridiano principal. Se o eixo for perpendicular a um dos planos de projeção, o contorno aparente da projeção neste plano é obrigatoriamente composto por circunferências (paralelos em VG) que poderão ser golas, equadores e/ou paralelos de extremidades, se houver.